sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O QUASE

Luiz Fernando Veríssimo


Ainda pior que a convicção do não, e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.Quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu ainda está vivo, quem quase amou não amou.Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.Pergunto-me, ás vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto.A resposta eu sei de cor, está estampada na distancia e frieza dos sorrisos na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom Dia” quase que sussurrados.Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, mas não são.Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia á duvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque embora quem quase morre está vivo, quem quase vive já morreu.

Tolice ou inocência?

Por Alinne Teles
Aplicações financeiras com promessas de retorno rápido e lucro garantido atraem milhares de pessoas de todas as raças e crenças. No Brasil, por exemplo, o Grupo Avestruz Master, presidido pelo já falecido empresário, Jerson Maciel da Silva, vendeu avestruz para cerca de 60 mil investidores. A empreitada era boa, com lucros de até 11% ao mês. Ouro de tolo. O senhor de cabelos brancos e chapéu de couro que gastava rios de dinheiro com festas e restaurantes de luxo encantava a todos, principalmente quando estacionava sua Ferrari vermelha. Pessoas ricas e pobres, intelectuais ou visionárias encontraram um ponto de afinidade. Todas foram ludibriadas. Atualmente Grupo Avestruz Master responde por processos judiciais movidos por credores. Mas se você pensa que só brasileiro cai no conto da carochinha, isso também é um erro. Milhares de chinês aplicaram dinheiro em criatórios de formigas exóticas. Segundo dados informados pela Reuters - agencia de notícia internacional, o rombo foi de US$ 439 milhões. Tem gente que acredita em tudo, né. Até em formigas afrodisíacas. Veja abaixo a matéria.

China executa criador de "formigas afrodisíacas"

A China executou o líder de um esquema fraudulento de criação de formigas para a produção de afrodisíacos, responsável pela perda de 3 bilhões de iuanes (US$ 439 milhões) por parte de investidores, informou nesta quinta-feira a agência estatal de notícias Xinhua.

Wang Zhendong foi executado na quarta-feira na província de Liaoning, no nordeste do país, afirmou a Xinhua, citando uma autoridade local. O projeto fictício de criação de formigas liderado por Wang aparece com destaque em pôsteres e outros materiais educativos do governo, que alertam para o risco de esquemas de pirâmide e outras formas de investimento que parecem boas demais para serem verdadeiras.

Wang prometia retornos de 35% a 60% aos investidores de seu projeto fictício, disse a Xinhua. As formigas deveriam ser usadas para a fabricação de licores, remédios de ervas e afrodisíacos. Um investidor cometeu suicídio após perceber a fraude, e muitos outros entraram em depressão, acrescentou a Xinhua.
Fonte: Reuters

Link:http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3359354-EI10495,00-China+executa+criador+de+formigas+afrodisiacas.html

Olha a programação para 2009!

Feriados 20 - Brasil

01/01/09 - quinta-feira - Confraternização Universal
20/01/09 -
terça-feira - São Sebastião (RJ)
23/02/09 - segunda-feira - Carnaval
24/02/09 -
terça-feira - Carnaval
10/04/09 -
sexta-feira - Paixão de Cristo
21/04/09 -
terça-feira - Tiradentes
01/05/09 -
sexta-feira - Dia do Trabalho
11/06/09 -
quinta-feira - Corpus Christi
09/07/09 -
quinta-feira - Revolução Constitucionalista (SP)
07/09/09 -
segunda-feira - Independência do Brasil
12/10/09 -
segunda-feira - Nossa Sra. Aparecida - Padroeira do Brasil
02/11/09
- segunda-feira - Finados
15/11/09 - domingo - Proclamação da República
20/11/09 -
sexta-feira - Zumbi/Consciência Negra
25/12/09 -
sexta-feira - Natal

Ao todo serão:
8 Feriados na Seg/Sex
5 Feriados na Ter/Qui
Total: 13 Feriados (em dias úteis)

Se somarmos aos feriados (sábados/domingos e enforcarmos quando cair na terça/quinta-feira, teremos 44 dias de feriadões!)

O ano tem
365 dias, são 52 semanas, portanto 104 dias de descanso, você tem mais 30 dias de férias, são 13 feriados em 2009, "enforcando" somamos mais 5 dias, assim iremos trabalhar somente:

365 - (104+30+13+05) = 213 dias

Isso significa que
trabalharemos só 58,35% do ano, ou 1.704 horas das 8.760 horas que tem 01 ano, ou seja nós trabalhamos somente 19,45% das horas do ano .

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Amor e Sexo

Composição: Rita Lee / Roberto de Carvalho / Arnaldo Jabor

Amor é um livro. Sexo é esporte. Sexo é escolha
Amor é sorte...

Amor é pensamento. Teorema. Amor é novela
Sexo é cinema..

Sexo é imaginação. Fantasia. Amor é prosa
Sexo é poesia...

O amor nos torna. Patéticos. Sexo é uma selva
De epiléticos...

Amor é cristão. Sexo é pagão. Amor é latifúndio.
Sexo é invasão. Amor é divino. Sexo é animal.
Amor é bossa nova. Sexo é carnaval
Oh! Oh! Uh!

Amor é para sempre. Sexo também. Sexo é do bom
Amor é do bem...

Amor sem sexo. É amizade. Sexo sem amor
É vontade...

Amor é um. Sexo é dois. Sexo antes
Amor depois...

Sexo vem dos outros. E vai embora. Amor vem de nós
E demora...

Amor é cristão. Sexo é pagão. Amor é latifúndio
Sexo é invasão. Amor é divino. Sexo é animal
Amor é bossa nova. Sexo é carnaval
Oh! Oh! Oh!

Amor é isso. Sexo é aquilo. E coisa e tal!
E tal e coisa! Uh! Uh! Uh!
Ai o amor! Hum! O sexo!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Por Alinne Teles
Estou bege com a capa da revista Veja desta semana (19/11/2008). Meu queridíssimo Fábio Assunção, após 17 anos de estrelato como galã das telenovelas globais, vira notícia por ser afastado do elenco de “Negócios da China”. A derrocada é conseqüência do uso excessivo de cocaína, o que levou à redução do rendimento profissional do ator. Mas vem cá: está certo que grande parte dos noveleiros gostam de ficar a par das fofocas de bastidores dos folhetins. Mais daí a Veja trazer isso como capa, eu já acho um abuso. O fato de o lindinho ser usuário de drogas não é novidade para os milhares de fãs brasileiros, mesmo porque, ele já havia sido flagrado pela Polícia Federal, em meados do ano passado salvo engano, comprando 30g de cocaína para consumo. Então, se não há novidade, o que leva uma dos mais tradicionais semanários do Brasil a trazer uma fofoca de novela como capa? Eu não entendo. Aliás, se alguém tiver uma justificativa plausível, por favor, me responda. Enquanto o mundo se afunda em uma crise econômica e, na mesma semana, a Alemanha declara ter entrado em recessão financeira, a Veja traz Fábio Assunção como matéria principal. Olha, estou tão passada que nem quero terminar de comentar essa situação. E o pior de tudo é que ainda sou assinante da revista. Pode uma coisa dessas!!! Ninguém merece, viu!!! Chega de blá-blá-blá.

sábado, 15 de novembro de 2008

(...)

Aos sábados costumo ir de transporte coletivo para a aula. Na faculdade onde estudo não tem estacionamento privativo. A parada de ônibus fica a duas quadras de minha casa, o percurso não é longo, mas sempre muito cansativo. Quando no final da tarde desço no ponto e caminho até minha casa fico observando as diversidades das pessoas nas ruas, nas mesas dos bares da vizinhança e, principalmente, aquelas que ficam sentadas na porta de suas residências. O hábito antigo, característico de cidades interioranas, ainda é muito comum em bairros periféricos e me chama a atenção. Mas essa semana em especial aconteceu o inusitado, durante meu trajeto. Quando virei a esquina da quadra onde fica meu “lar doce lar” ouvi um cachorro grande e de pelos negros, latindo choroso. Ele estava correndo em círculos como se fizesse a guarda de algo muito importante. A cena me deixou intrigada. A curiosidade está no meu sangue, por isso, resolvi verificar o que estava acontecendo. Quando me aproximei, já pisando na terra e no mato que reinavam sobre a calçada, vi que tinha um outro cachorro, este de pelos castanhos, deitado naquele local. Ele parecia morto. Estava estático. Tentei fazê-lo levantar, mas nada aconteceu. Fiquei muito comovida com a cena. Os dois cachorros deveriam ser amigos. Digo isso porque acredito piamente no amor entre os animais, discordando de todos que afirmam ser só instinto. Quando tentei tocar no apagado castanho para ver se ainda estava vivo, fui avançada pelo sentinela de pelos negros. Tive que me afastar do local. Continuei andando até minha casa. No outro dia quando acordei fui até o local para ver se o castanho ainda estava lá. O reencontro foi triste. Ele estava realmente morto e só. Depois do acontecido dormi e acordei durante sete noites. Pensei várias vezes no acontecido e cheguei à conclusão de que a amizade é o sentimento mais puro que existe. E provavelmente foi esse sentimento maravilhoso que motivou a vigília do animal para com o amigo (...)

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Uma mulata de fibra

Por Alinne Teles
Deu vida a seis rebentos. Uma mulata de fibra, trabalhadeira que só vendo. Levantava-se com o raiar do sol, não esperava o cacarejar das galinhas. O caminho era longo e os pés negros rachados contavam os passos. Duas horas de caminhada e o astro-rei queimando a carcunda. A vista alcançava o jirau onde esfregava com sabão de bola e colocava para quarar. Os olhos negros e redondos como jabuticaba sempre mirando as pedras. Tanto sabão, tanta espuma pareciam nuvens bebendo água. A saia molhada beijava o chão, o sufoco era muito. No pensamento seis bocas miúdas e carnudas. Dobrava toda a trouxa e pronto. O dia é escuro e o dever cumprido mais uma vez. Na volta muitos tropeços, agora, na companhia da lua. Os pés mais lentos que o coração. Nas mãos seis pães, no bolso alguns tostões. No retorno a recepção, a esperança. Seis banguelas, seis pares de olhos negros e famintos. No peito a solidão. Na noite o encontro de esperança para o próximo dia.

O texto acima foi escrito há alguns meses. É uma homenagem a minha avó paterna que nos deixou para viver ao lado dos deuses. Sei que os dizeres estão muito distantes de tudo que ela foi e ainda representa. De qualquer forma, fica a lembrança e uma amostra de sua saga.

Dia 31

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